Pelo menos 95 pessoas morreram em inundações no Nepal nesta quarta-feira (26), segundo a polícia, e centenas de pessoas estão desaparecidas após a cheia atingir áreas próximas à fronteira com o Tibete. Entre os desaparecidos estão 384 turistas, sendo 291 estrangeiros e 93 nepaleses, de acordo com o Conselho de Turismo do Nepal. O número de mortos foi divulgado pela agência de notícias Reuters.
As imagens divulgadas pela polícia nepalesa mostram a água de um rio avançando pela região de Rasuwa e levando casas. Equipes de emergência continuam as buscas para localizar moradores e turistas que perderam contato.
O Conselho de Turismo informou que os 384 turistas foram identificados inicialmente a partir de informações fornecidas por empresas de turismo e viagens. As autoridades ainda tentam encontrar essas pessoas.
A inundação atingiu Syabrubesi, ponto de partida para a trilha de Langtang, uma das áreas frequentadas por turistas no Nepal. A região também é utilizada por pessoas que fazem peregrinações religiosas até Kailash Mansarovar.
Segundo a polícia, oito corpos haviam sido recuperados inicialmente. Posteriormente, o balanço informado pelas autoridades chegou a pelo menos 19 mortos. Ainda não foi esclarecido se algum dos corpos encontrados corresponde a turistas que estão sem contato.
O Exército do Nepal mobilizou 14 helicópteros e equipes de resgate para auxiliar nas operações. A polícia também informou que moradores de áreas próximas aos rios foram orientados a deixar esses locais.
As autoridades ainda avaliam o tamanho dos danos causados pela inundação. Segundo um porta-voz da polícia, a cheia pode ter atingido diversas áreas habitadas.
Possível causa da inundação
Uma das hipóteses investigadas é que uma avalanche de gelo tenha atingido o rio Lhende e contribuído para a inundação. A possibilidade foi levantada pelo cientista Qianggong Zhang, do Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado da Montanha (ICIMOD), com sede em Katmandu.
A causa, no entanto, ainda não foi confirmada pelas autoridades.
O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, convocou uma reunião de emergência da agência responsável pela gestão de desastres. Segundo ele, equipes médicas, de busca e da Cruz Vermelha foram mobilizadas para atuar na região.
Deslizamento no Tibete
Do outro lado da fronteira, no Tibete, território administrado pela China, um deslizamento de terra também atingiu a região do porto de Gyirong. Segundo a imprensa oficial chinesa, o episódio deixou vítimas e desaparecidos.
O presidente da China, Xi Jinping, determinou a mobilização de recursos para as operações de resgate. Até o momento, as autoridades chinesas não divulgaram um número de mortos ou feridos.
A orientação dada por Xi foi priorizar a localização e o resgate das pessoas desaparecidas, além do atendimento aos feridos.
*Com informações da AFP

